Porto - Marcha do Orgulho LGBT decorre dia 10 de Julho
Destak - 25-05-2010
por Destak/Lusa
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A Marcha do Orgulho Lésbico, Gay, Bissexual e Transgénero (LGBT) no Porto decorrerá no dia 10 de julho, sob o lema "Existimos, Direitos exigimos", apelando à "resolução das questões da parentalidade", foi hoje anunciado.
João Paulo, coorganizador da marcha no Porto, afirmou à Lusa que, depois da promulgação pelo Presidente da República da lei na igualdade no casamento entre pessoas do mesmo sexo, são as questões da parentalidade agora prioridade.
O objetivo passa por desejar que "a possibilidade de adoção, coadoção e acolhimento de crianças seja alargada para todas as pessoas com condições materiais e efetivas para delas cuidar, educar e proteger", lê-se no manifesto para 2010.
O manifesto foi esta tarde divulgado em frente ao Tribunal de Família e Menores do Porto com a intenção de "chamar a atenção para as questões da parentalidade que ainda não estão resolvidas", frisou João Paulo.
"Queremos uma sociedade que reconheça a diversidade de modelos familiares com iguais oportunidades perante a lei. Porque a família é uma escolha livre das pessoas, lugar para a partilha de afetos e de vidas em comum e porque o Estado não pode privilegiar nenhum modelo em detrimento de outro", sustenta o manifesto.
O documento refere também o desejo de que os processos de procriação medicamente assistida possam ser uma possibilidade para todas as mulheres que a desejem, independentemente da sua orientação sexual e de viverem ou não uma relação de casal.
Este documento "exige" ainda que "sejam tomadas medidas legislativas que combatam eficazmente a desigualdade de género que persiste e, inclusivamente, se agrava no nosso país".
Apela à erradicação "definitiva" da violência e da discriminação de género, bem como à tomada de iniciativas legais que reconheçam a autodeterminação das pessoas transexuais e transgénero, sem a tutela psiquiátrica que as menoriza e que lhes retira decisão sobre as suas vidas.
No manifesto, a marcha do orgulho LGBT refere ainda lutar, "porque ainda há países onde a homossexualidade é considerada crime, porque há lugares onde a repressão ainda está na lei e porque nesses lugares também há resistência por quem luta pelos direitos, por todos os direitos humanos".
"E luta também em Portugal onde a discriminação sexista, transfóbica, bifóbica, homofóbica ou racista e xenófoba ainda agride pessoas e limita a nossa democracia", conclui o documento.
Os partidos Bloco de Esquerda e Humanista, a Juventude Socialista e as organizações Caleidoscópio LGBT, PortugalGay, Ponto Bi, SOS Racismo, UMAR, Panteras Rosa, Poly-Portugal e Mica-me, entre outras, fazem parte da organização desta marcha no Porto.
A marcha tem início marcado na praça da República, passará pelas ruas Gonçalo Cristóvão, Santa Catarina e Sá da bandeira, devendo terminar na praça D. João I.
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