A diferença nesta iniciativa é que é patrocinada por um grupo de católicos. E o "slogan" é: "os bons católicos usam preservativos". A campanha foi lançada na segunda-feira, dia mundial do combate à sida, por uma organização independente chamada Catholics for a Free Choice. Os placares publicitários mostram jovens casais sorridentes com as legendas: "Acreditamos em Deus. Acreditamos que o sexo é sagrado. Acreditamos em tomar conta uns dos outros. Acreditamos no uso de preservativos." O grupo também publicou um panfleto intitulado "Sexo na Era da Sida - Um Guia para Católicos". O Vaticano não reconhece oficialmente os Catholics for a Free Choice e esta campanha vai contra a doutrina católica sobre a contracepção. Ainda na segunda-feira, o cardeal Javier Lozana Barragan reafirmou a posição da Igreja sobre os preservativos, dizendo que as campanhas de informação e prevenção da sida não devem "ser baseadas em políticas que promovam estilos de vida imorais e hedonistas, favorecendo o avanço do mal". Os Catholics for a Free Choice não concordam. Frances Kisslings, presidente da organização, disse à Reuters: "Não podemos ficar parados e deixar o Vaticano persistir na sua atitude irresponsável em relação aos preservativos. Os cardeais e os bispos devem promover uma cultura da vida na qual a responsabilidade sexual e a prevenção da sida estejam ligados, não uma cultura da morte que resultará em mais comunidades destruídas pela doença." Paralelamente à campanha dos Catholics for a Free Choice, as autoridades de Washington lançaram um programa de distribuição de preservativos. Mais de meia centena de máquinas serão colocadas em edifícios públicos, oferecendo-os gratuitamente. A cidade de Washington tem a maior taxa de incidência de sida nos EUA. Ivan Torres, responsável das autoridades de saúde locais, disse ao "Washington Post" que há 132 casos da doença por cada cem mil residentes da capital americana.
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