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VIH/SIDA

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Publicado em 30 Agosto 2016 00:02 (23:02Z)



VIH/SIDA
Factos sobre o Vírus da Imunodeficiência Humana

Informação básica



A Síndroma da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) é uma Doença Sexualmente Transmissível (DST) sendo a fase final da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Este vírus ataca as células responsáveis pela protecção do corpo a infecções destruindo o sistema imunológico. É esta falta de protecção que leva à morte devido a doenças oportunistas.

Como se transmite?



O VIH pode ser transmitido pelo sangue, sémen e outros fluidos humanos. Normalmente a via de transmissão é o sexo anal ou vaginal e a partilha de utensílios infectados com sangue. Também é possível o contágio durante o sexo oral. Um número importante dos casos iniciais de infecção foram devidos a sangue e produtos derivados (principalmente os hemofílicos) mas os testes actuais diminuíram drasticamente as infecções por esta via. Se bem que inicialmente fosse considerada uma doença dos homossexuais actualmente o maior número de infecções é devido a sexo entre homem e mulher. O vírus não se transmite através do contacto social do dia a dia incluindo o beijo.

No caso de uma picada (pessoal de saúde) os riscos de infecção são aproximadamente de 30% para a hepatite B, 3% para a hepatite C e 0,3% para o VIH.

Quais os sintomas?



Embora a infecção seja muitas vezes acompanhada de sintomas como febre ligeira e dores de cabeça os mesmos são normalmente demasiado suaves para serem tomados em conta. Alguns sintomas (que podem só aparecer passados vários anos da infecção inicial) possíveis são perda de peso sem explicação aparente, infecções recorrentes, náuseas, problemas intestinais, aumento persistente dos gânglios linfáticos.

O VIH é diagnosticado através de testes que detectam a presença de anticorpos no sangue. A detecção de anticorpos no sangue pode não ser possível mesmo após 6 meses da infecção. Este teste pode ser pedido pelo médico assistente mas também já existem centros de testes anónimos.

O VIH é um problema grave?



Sim. Se não for iniciado atempadamente o tratamento adequado o indivíduo infectado costuma morrer passados alguns anos devido a infecções oportunistas ou cancros que atacam devido à inexistência de defesas do organismo na fase avançada da doença. Os tratamentos actualmente existentes não são, mesmo assim, uma garantia de isenção de problemas além de originarem em alguns casos graves efeitos secundários.

Como se trata o VIH?



Neste momento o tratamento mais comum consiste na combinação elementos antiretorvíricos (eventualmente combinados num único comprimido) de forma a atacar o VIH em diferentes fases da sua replicação. É essencial manter a regularidade do regime selecionado e não falhar as tomas de forma a evitar o desenvolvimento de resistência do VIH e consequente falha no tratamento.

A evolução da infecção é controlada testando não só o estado do sistema imunulógico como também a presença de virus no sangue. Se bem que os tratamentos actuais consigam limitar o número de particulas víricas no sangue a valores muito reduzidos (estado indetectável) isto não significa que o VIH não se encontre em grandes quantidades em outros locais do corpo. Mesmo com uma óptima resposta ao tratamento continuam a existir partículas do VIH no sangue e no sémen obrigando portanto a medidas de forma a evitar o contágio. Na situação de "estado indetectável" os últimos estudos indicam que a probabilidade de transmissão por via sexual é extremamente reduzida.

Existe alguma vacina?



Neste momento ainda não existe uma vacina para o VIH, mas existe um tratamento que tem-se revelado muito eficaz a evitar o contágio.

A PrEP (Profilaxia Pré-Exposição) consiste na toma de um comprimido diariamente por pessoas que possam estar em risco de exposição ao vírus. Esta medida permite diminuir em pelo menos 90% a probabilidade de transmissão quando é seguida a toma diária, atingindo uma eficácia máxima entre uma a três semanas após o início do tratamento. Os efeitos secundários da PrEP são mínimos para a maioria das pessoas, mas é importante uma avaliação médica específica antes de iniciar um possível tratamento.

O tratamento PrEP foi aprovado na União Europeia em Julho de 2016, mas ainda não há informação sobre a sua implementação em Portugal.

Existe algum tratamento pós-exposição?



Sim! A PEP (Profilaxia Pós-Exposição) tem demonstrado ser extremamente eficaz na prevenção da infecção pelo VIH quando iniciada nas 72 horas após uma situação de possível exposição. O ideal é iniciar o tratamento o mais cedo possível.

O tratamento consiste na toma de medicação durante um mês.

Se é VIH- e teve uma situação de possível exposição (e.g. preservativo rompeu-se quando tinha sexo com alguém que não sabe se é HIV+ ou HIV-) então deve-se dirigir à urgência hospitalar, explicar a situação e exigir o início do tratamento.

O tratamento pode ter efeitos secundários que serão explicados pelos profissionais de saúde.

Como evitar o contágio?



  • o uso de preservativo (feminino ou masculino) é uma forma, mas não 100% segura (devido a quebra no preservativo), de evitar o contágio

  • no caso de sexo oral, evitar o mesmo quando existam lesões na boca e a ejaculação para a boca do parceiro. O uso de preservativo nesta situação é uma segurança adicional.

  • tenha cuidado com a partilha de utensílios que possam estar contaminados com sangue ou sémen infectado

  • fale sobre as DSTs com o seu parceiro

  • fale acerca da suas intenções de ter sexo protegido (preservativo masculino ou feminino)

  • sugira um teste a várias DSTs para ambos antes de terem relações sexuais (lembre-se, no entanto, que existe um período que varia de dias até 6 meses em que muitas DSTs não são indentificáveis num teste embora estejam presentes)



  • Notas:
    Estes documentos são apresentados a título meramente informativo e não dispensam o conselho do seu médico.
    Esta informação foi recolhida de várias fontes na Internet, consulte a página de links para mais informação
    Informe-se e informe o seu parceiro sobre as DSTs, use sempre um preservativo, evite o sexo anónimo, limite o número de parceiros sexuais.
     
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