Prosa - Sinto-me à beira da loucura (PortugalGay.pt)
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Prosa

Sinto-me à beira da loucura



Março 2003

Sinto-me à beira da loucura,
Não mais posso deixar de pensar em ti,
Sinto-me fraco,
Triste,
Pobre,
Muito pobre no meu ser,
Sem ti,
Quero acordar contigo a meu lado,
Beijar-te,
Sentir teu cheiro,
Teu corpo,
Ter todos os dias teu sexo em mm,
Não mais te quero longe,
Quero viajar contigo por esse mundo fora,
Como teu amor,
Parar num sinal e poder beijar-te,
Ter tuas mãos passeando por meu cabelo,
Meu corpo,
E paro de novo para te beijar,
De novo,
Será possível tudo isto já na próxima viagem?
Era tão bom poder ir contigo ao Porto e poder parar para te ter juntinho a min,
A noite até pode ser em Pombal,
Não importa,
Só importas tu,
Comigo,
Naquela cama enorme,
Como tu,
Ela não leva a mal,
Pode até ter um pouco de ciúmes mas os amigos são para isto,
Para nos conpreender,
Ao nosso amor,
É tão lindo,
Pelo menos visto do meu lado,
Mas em ti deve ser igual,
Tanto carinho,
Tanta necessidade de me ter,
Aquele beijão ao telefone,
Tinhas acabado de acordar,
Ainda arrastavas a voz,
Fui a primeira pessoa em que pensaste,
Sonhaste comigo?
De certeza,
Eu senti,
Gostei tanto,
Senti-me tão bem,
Não há palavras para tanto prazer,
Só não acordei contigo,
Mas quero,
Depois do Porto,
Pode ser em Pombal,
Ela é amiga,
Não leva a mal... amo-te mas tenho muito medo.



Não consigo sossegar nem um minuto,
Isto põe-me muito nervoso,
Será tão difícil encarar-te e dizer tão só que te amo,
Que te quero,
Penso neste instante onde andas tu,
A fazer kms por ai,
Sozinho,
Sem min,
Tantos carinhos para te fazer,
Tanta coisa para te dizer,
E toda esta distância nos separa,
Hoje não te vou ver,
Mas vamos falar,
Preciso muito,
Ontem na tua cama foi bom,
Aquele pouco de carinho,
Eu deitado em ti,
Tu sem te mexeres,
A falar comigo,
Depois teu pai saiu,
Apeteceu-me abraçar-te,
Mas já tinha bebido,
Não quero,
Quero que seja tudo a sangue frio,
Sincero,
Para ter a certeza que ambos queremos assim,
Os dois juntos,
Faltam duas semanas para Castelo Branco,
Vamos ao fim da manhã,
Na primeira oportunidade vou beijar-te,
Quero,
Não sei onde mas vou,
E vamos parar pelo caminho e repetir vezes sem conta,
Quero sentir-te excitado,
Com meu corpo,
Com minhas mãos,
E enquanto conduzo,
Com as minhas palavras,
Quero que sintas o que eu sinto neste momento,
É pena estares longe,
Mas amanhã vamos estar juntos de novo,
Quero ouvir-te,
Ter-te a meu lado,
Se quiseres podemos ir passear,
Á noite,
Beijar-te na primeira esquina,
Andar junto a ti no meio do mundo,
Que importa o que pensem,
És tu,
Sou eu,
É nosso amor,
Ninguém tem nada a ver com isso,
Mas se reparam é porque se nota,
E então é real tudo isto,
É,
Tem que ser,
Não consigo imaginar o contrário,
Já sonhei com uma praia só nossa,
Juntos nela,
Ao sol,
Depois dentro de água,
Muito fria,
Os teus calções colados ao teu corpo e eu depois tirá-los,
A praia é nossa não precisamos de roupa,
Temo-nos um ao outro se houver frio,
Mas não,
A nossa praia é quente,
Só a água fria,
Mas estamos juntos,
Que mais importa?
Vamos ao Porto,
Quero muito,
Sabes que aquela terra tem magia para min,
Ainda não sabes quem a lá pôs,
Mas um dia eu digo,
Mas tem,
Tem algo de maravilhoso,
Assim como tu,
Por isso quero que seja em breve,
Quero parar num sinal do Porto e olhar-te nos olhos,
Beijar-te,
Depois arrancar direito ao teu local de trabalho,
Por ti até vou ao tal estádio,
Se prometeres que me beijas lá,
Já tarde a viagem ao contrário,
Pombal?
Quase de certeza,
Juntos de novo,
Uma noite inteira,
Parece sonho,
Mas não vai ser,
Vai ser muito real,
Muito nós dois,
Era bom poder ser já hoje,
Mas hoje não te quero ver,
Estou ressacado,
Quero que tudo seja a frio,
Já te tinha dito,
Quero sentir cada instante,
Quero que sintas comigo as dores da minha tatuagem,
Vou fazê-la para ti,
Mas com a recordação mágica do Porto,
Desculpa mas há pessoas que não posso esquecer,
São únicas,
Como quero que sejas,
Não só meu,
Mas quando o fores,
Real,
Sem fingimentos,
Sem mentira,
Nu e cru,
É bom assim,
Vais ver,
O ano começou mal,
Mas quero que seja bom para nós,
Será o nosso primeiro?
É de certeza,
Algo me diz que sim,
Quero-te tanto,
Estás longe mas vens,
Quero ver-te,
Mas não hoje,
Vou tratar da nossa tatuagem,
A dos três,
Não leves a mal,
Se conheceres vais dar-me razão,
Quero ver-te se calhar ainda hoje,
Não sei,
Mas falar quero...e muito



Fui agora beber café,
Estava lá um papel,
Há francesinhas,
Serão as tuas,
Não devem,
De novo o Porto,
Parece que tudo nos quer levar lá,
Deve ser aquela magia que nos chama,
Será o meu destino,
Contigo no Porto,
Era mágico,
Mas quero que o mundo saiba,
Mas primeiro o meu amor eterno,
Sim,
Aquele do porto,
O meu mágico,
Não leves a mal,
Compreendo que é único,
Não vou deixar-te por ele,
Quero que sejamos três,
Nós dois,
Mais aquela magia,
Não é difícil,
Nem quero olhar para o calendário,
Ainda falta muito?
Podia ser amanhã,
Só os dois na tua mesa,
Com a nossa francesinha,
Quente como tu,
Como a nossa praia,
Só não podemos estar nus,
Mas depois,
Em Pombal?
Só os dois,
Tantas horas,
Depois um banho,
Eu sei que não gostas,
Mas eu dou,
Eu lavo-te,
Gosto de te mexer,
De te sentir,
Acho que estou in love...
Quero,
Muito,
Já passou tanto tempo,
Aquele livro não se abria há tanto tempo,
Não sabes,
Mas um dia vais saber,
De tudo,
Quero que te sintas cúmplice,
De tudo,
Será que vamos dormir em Pombal,
É difícil,
Só se for por causa dos copos,
Já sabes que quero sentir cada instante,
Mas se bebermos os dois,
De certeza que não vamos dormir,
Não vai haver tempo para tudo,
Mas temos a vida toda,
Estou à espera que o telefone toque,
Que sejas tu,
Quero falar-te com carinho,
Não te posso beijar,
Mas digo que quero,
Faço-te sentir que quero muito,
Depois vais querer ver-me logo,
Mas hoje não,
Tenho que falar com o Ricardo,
Curioso não?!
Nem penses nisso,
Não me diz nada,
Quero a minha tatuagem,
Para tu tratares,
Para cuidares como se fosse tua,
É nossa,
Quero que me desapertes as calças,
Que me toques na pele,
Podes tocar nela,
Fazer-me dor,
Não importa,
Também é tua,
E dor maior que a que tenho neste momento,
É difícil,
Liga,
Estou à espera,
Quero ouvir-te,
Se calhar só de tarde,
Eu espero,
Vale a pena
Onde estás?
Diz,
Eu vou ai,
Um bocadinho,
Só para te olhar,
Te beijar,
E depois volto,
Feliz,
Mas triste pela distância,
E aqui estou,
Sozinho,
A escrever tudo,
Ou quase,
O que tenho para te dizer,
Quero que tires os óculos,
Os sapatos,
Tudo,
Sem nada,
Só tu,
Só comigo,
Os dois,
A minha tiras tu,
Quero sentir essas mãos junto à minha pele,
Mas devagar,
Sentir cada toque,
Ferver,
Já estou a sonhar de novo,
Não consigo que seja diferente,
Tem de ser uma grande paixão,
Não é?
Tu também,
Ou então,
Porquê acordar a pensar em mim,
Um beijo,
Estavas tão longe,
Mas eu senti,
Não te vi,
Estavas sem óculos,
Queria ver-te,
Mas falámos,
Foi bom,
Depois o passeio também,
A praia,
Não era a nossa,
Mas repararam,
Eu vi que se notava,
Pelo menos na minha cara,
Não posso esconder,
Não quero,
Ninguém tem nada com isso,
Amo-te muito,
És meu,
Espero que sim,
Que tudo isto seja tão real quanto eu penso,
Liga,
Há coisas que não consigo escrever,
Mas quero que saibas,
Aparece,
Vem-me ver,
Eu digo-te,
Nos olhos,
Baixinho ao ouvido,
Enquanto percorro teu corpo,
Está quente,
Apetece-me banhá-lo com a água da nossa praia,
Fria,
Ouvir-te gritar,
Sentir-te vir,
Para mim,
Por mim,
Depois á sombra dormia um pouco,
Até ao próximo mergulho de teu amor em mim... beija-me.

 

Sinto-me à beira da loucura

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