Adolescente homossexual

por portugalgay quarta-feira, 25 Outubro 2006 23:49

Recebido em http://portugalgay.pt/pais/


Minha filha tem 17 anos e está manisfestando ser homosexual lhe pego apaixonada por meninas fazendo jurar de amor mas por outro lado já teve namorinhos com meninos. Tem algo que ainda posso fazer para reverter esse quadro, alguma tentativa sem que aja divergências entre ela e nós (mãe, pai e duas irmas). Às vêzes acho que posso fazer ainda alguma coisa mas não sei o que). E se caso não conseguir tenho lido, me esclarecido bastante para poder aceitá-la na boa já que a amo muito e quero sua fecilidade acima da minha.

Obrigada



Resposta:

Obrigado antes de mais pelo seu contacto.

Para inicio de conversa penso que a sua filha esta numa descoberta da sua sexualidade e por isso perfeitamente natural que tenha namorados e namoradas, depois mesmo que tenha uma maior predominância de namoradas não quer dizer que seja Lésbica, o processo de descoberta pode ser mais ou menos longo e pode ainda dar-se que ela seja bissexual com mais inclinação para as meninas que os meninos.

Mas como diz e muito bem o importante é que ela seja feliz, por isso sem tocar no assunto mostrar que estão do lado dela para discutir seja o que for, sexo, sexualidade, drogas, namorados e namoradas, a escola, etc,… pode mesmo talvez usar as irmãs e numa reunião de família assim como quem não quer a coisa verem por exemplo um filme que mostre ou aborde a homossexualidade, e falarem sobre isso de espírito aberto sem recriminações, porque ela vai estar atenta a qualquer critica a qualquer apontar de dedo que seja feita a esta ou aquela conduta por isso vá com calma, hoje um filme amanha, uma noticia, e agora que se aproxima as paradas Gay e, todo mundo o que não vai faltar é assunto por isso esteja atento.

Já agora Obrigado pelos pais e família que são!





João Paulo
Editor


Picnic Mães e Pais LGBT, Crianças e Amig@s – 29 de Outubro, Lisboa

por portugalgay terça-feira, 24 Outubro 2006 15:18

A ideia de juntar novamente crianças com pais e/ou mães LGBT surgiu logo após a última actividade do género, contudo, foi sendo continuamente adiada porque entre as férias, trabalho e criançada, o tempo escasso muitas vezes voa.

Em 2006 realizaram-se já duas actividades: um Encontro sobre Homoparentalidade, no Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa em Março, que teve cerca de 30 pessoas, animadas e conversadoras, entre mães e pais actuais e futuros, filh@s e net@s de LGBT, pequenos e já mais crescidos; e em Maio, um animado picnic ao ar livre.

Ora, a ideia é mesmo dar continuidade a este tipo de eventos, tornando-os regulares e aproveitando a partilha para se construirem redes de apoio [in]formal . Gostaríamos de, aos poucos, alargar a rede a outras cidades e outro tipo de partilha/eventos, para onde quisermos ir. Assuntos sobre a legislação/escola, entre outros, estarão presentes entre os temas a partilhar neste tipo de eventos.

Para voltar a reunir este grupo, cada vez com mais gente, desafiamos tod@s @s interessad@s a juntarem-se a nós num encontro para crianças e adultos, em Lisboa, em que haverá espaço e boa disposição para troca de histórias e experiências.

Gostaríamos também de criar uma mailing list [informal] para os participantes e interessados para que seja um espaço que permita dar continuidade a cada evento e onde se possa debater questões do nosso dia-a-dia.

QUANDO: Dia 29 de Outubro, domingo, a partir das 14:30
ONDE: no Jardim dos Moinhos de Santana, à Ajuda, se a metereologia ajudar. Enviaremos mapa aos interessados.

Para mais informações e ** para confirmar presença ** por favor enviar mail para Manuel Beja marilgapor@yahoo.com Sara Martinho cacaoccino@yahoo.com.br

Por favor ** divulguem ** por mail, sites e blogs possíveis para chegarmos aos eventuais interessad@s.

Até domingo, dia 29. APARECE! .


Ainda o casamento civil

por portugalgay sábado, 14 Outubro 2006 12:21

Sobre a notícia "JS desafia Sócrates" publicada no PortugalDiário:

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id;=732348

Eis o meu comentário (depois de uma série de comentários que vão desde à infeliz ignorância até a mais pura homofobia).

João Paulo (PortugalGay.PT)
2006-10-14 05:49


Maria e Josefino casaram-se às 12:00... Maria morre num acidente de automóvel às 13:00. O Josefino fica automaticamente com todos os bens de Maria.Manel e Mário vivem juntos há 40 anos e construíram património comum durante esse tempo.

Manel morre de acidente de automóvel. Os familiares do Manel têm direito a pelo menos 50% do património do Manel, mesmo que Manel tenha em vida deixado tudo o que podia em testamento para o Mário.

Luísa casou com o João. Entretanto Luísa teve uma queda e foi parar inconsciente ao hospital. Todas as decisões médicas devem ser tomadas pelo João, mesmo que seja contra os pais de Luísa.

Lúcia e Marta vivem juntas há 30 anos. Entretanto Lúcia teve uma queda e foi parar inconsciente ao hospital. A Marta não tem qualquer poder de decisão e só pode visitar Lúcia com autorização dos pais de Lúcia.

Pois é... União de Facto não é o mesmo que Casamento Civil.

Mas não se pense que Casamento Civil é o mesmo que a "Família Tradicional" ou o "Sagrado Matrimónio"... as diferenças saltam à vista:

- No "Sagrado Matrimónio" não há divórcio. No "Cassamento Civil" basta as assinaturas dos dois membros do casal para se fazer o divórcio.

- Na "Família Tradicional" o homem manda, a mulher obdece. No "Casamento Civil" os dois cônjugues têm igualdade de tratamento.

- Na "Família Tradicional" fica bem a um homem ter múltiplas parceiras (quer antes, quer depois do casamento), pelo contrário uma "boa" mulher tem de ir virgem para o casamento. No "Casamento Civil" a experiência sexual prévia dos dois elementos do casal é irrelevante.

- No "Sagrado Matrimónio" a Igreja Católica (que o define) diz que não faz sentido usar métodos anti-contraceptivos e o protecção contra doenças sexualmente transmissíveis. No "Casamento Civil" o estado não se mete na cama dos casados.

Quanto às prioridades... vão dizer isso aos Mários e Martas deste país que se vêem sem direitos apenas porque têm uma orientação sexual diferente da suposta maioria.


EPOA

por portugalgay terça-feira, 10 Outubro 2006 00:19

Realizou-se entre os dias 5 e 8 deste mês na cidade de Madrid a 13ª Conferencia da EPOA (Associação Europeia de Organizadores de Prides).

Quatro dias com uma agenda de trabalho e lúdica bem preenchida.

Entre outros pontos constava a apresentação do que havia sido o EuroPride 2006 em Londres, e os candidatos ao EuroPride 2009.

Sabendo-se que Madrid vai receber o Euro Pride 2007, e sabendo-se também do sucesso crescente dos Pride de Madrid espera-se por isso um Euro Pride 2007 em grande. Em 2008 espera-nos Stockholm na Suécia. Assim os candidatos a 2009 foram:

  • Mannheim/Alemanha – uma apresentação muito tímida, num tom de voz muito baixo, e numa apresentação algo confusa sendo que o powerpoint e um vídeo foram apresentados ao mesmo tempo, em direcções diferentes, isto para não dizer qe as imagens do vídeo em nada favoreceu a corrida, sendo que no final conseguiu apenas um voto. www.csd-mannheim.de
  • Tel Aviv/Israel – algo nervosa, viu-se um elevado interesse que 2009 fosse o ano do seu Euro Pride, uma vez que na mesma data Israel faz 100 anos de existência, e por isso adivinha-se um grande empenho nas celebrações. Contudo penso que este ponto não foi devidamente enaltecido, e talvez a falta de algum calor na apresentação lhe vale-se apenas cinco votos, deixando esse sonho adiado. http://www.aguda-ta.org.il/content/english.asp
  • Zurich/Suiça – uma locução de quem sabe muito bem o que está a falar, e estando convicto das dificuldades sabe também que pode muito bem ganhar. Tendo parecido mais uma apresentação de promoção turística da cidade de Zurich, todo o seu conteúdo foi brilhantemente exposto, com cor e brilho, dando consciência de um empenho associativo e das instituições elevado para que as coisas venham a ser de facto em grande, assim Zurich saiu vencedora com oito votos. www.csdzurich.ch

Após este panorama o paraíso fiscal mais conhecido do mundo será o anfitrião do EuroPride 2009.
Agora e para que conste as coisas fazem-se com gente e em todas as apresentações isso bem visível, o envolvimentos das instituições governamentais e da união necessária das associações GLBT de cada país.
Quanto a Madrid terá o seu Euro Pride 2007 entre os dias 22 de Junho a 1 de Julho, e está tudo a postos para receber todos e todas num ambiente de festa e diversão, com toda a segurança que a ocasião merece. Assim desde exposições, debates, acontecimentos desportivos, e a própria para em si serão dias muito quentes entre calor humano e o tempo.

Logo na semana seguinte acontece a 7ª edição do Porto Pride e da Marcha do Orgulho na mesma cidade. Dia 7 de Julho de 2007 é o Dia LGBT do Porto, a não perder.


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Namorado VIH+

por portugalgay segunda-feira, 09 Outubro 2006 12:03

Recebido em http://portugalgay.pt/assumir/

Tocando agora num assunto mais sério: Conheci aqui há um tempo atrás um rapaz meigo, simpático super carinhoso mas, há um mês contou-me que tem VIH.

Obviamente que foi um choque para mim porque não é todos dias que a pessoa que está ao nosso lado e por quem temos um carinho especial tem VIH.

Não demonstrei qualquer ressentimento mas a verdade é que ás vezes não me sinto à vontade e não sei muito bem o que fazer.

Não o quero magoar mas o medo que dentro de mim está também é muito grande.

Gostava que alguém me pudesse aconselhar.

Obrigado.



Resposta

Obrigado pelo seu mail antes de mais.

Depois a sua atitude não podia ter sido melhor, portou-se como de certo muitos outros gostariam que os seus companheiros/as se portassem perante uma noticia dessas.

Deve compreender que para ele também deve ter sido muito difícil guardar o segredo e agora ter-lhe contado, e por isso ter tido da sua parte uma postura de aceitação, embora o choque seja a meu ver inevitável, é o melhor presente que alguém que ama alguém pode receber.

Ele estará a tentar reiniciar a sua vida também ele depois do choque de ter recebido a notícia de que era positivo e esta a tentar essa tarefa ao seu lado.

Penso que não tem muito conselho que lhe possa dar, que você já não tenha conhecimento e ele mesmo, se calhar isto até deveria ser um assunto que deveria falar com ele.

Sexo já sabe que será para todo o sempre (a menos que a desejada cura surja entretanto, e enquanto há vida há esperança), será com preservativo, isto no que respeita a penetrações anais. Quanto ao sexo oral desde que não existam secreções poderá ser sem protecção, NUNCA lavar a boca com escova dos dentes imediatamente antes do sexo nem imediatamente depois, poderá ferir a gengiva e dessa forma deixar uma porta aberta para a infecção, bocheche com um elixir se pretender ter uma boca mais fresca. Quanto ao resto do convívio, cobram-se de beijos, durmam, comam, bebam, e vivam juntos porque esse “bichinho” mau chamado VIH não tem assim tanta força, digo eu!

João Paulo
Editor


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Adopção por pessoas do mesmo sexo

por portugalgay segunda-feira, 02 Outubro 2006 10:38

Sobre a notícia no PortugalDiário sobre a primeira adopção por um casal do mesmo sexo em Espanha sem laços biológicos com a criança fica aqui o comentário que enviei na página da referida notícia.

http://www.portugaldiario.iol.pt/noticia.php?div_id=291&id;=728836





A adopção deveria ser uma forma de:

-providenciar uma educação adequada às crianças que por diversas razões não tiveram a oportunidade de ter quem as educasse

Aqui uso a palavra "educação" no seu sentido mais lato... ou seja: incluindo tudo aquilo que se pode incutir numa criança: segurança, valores, vivência em sociedade, conhecimento científico, percepção das relações humanas, etc.

Por muitas linhas que alguns queiram aqui escrever não há ninguém que consiga provar por a+b (i.e. de forma científica e não com frases como "está na Bíblia", "desde sempre" ou "é óbvio") que uma criança educada por duas pessoas do mesmo sexo não tem as mesmas condições de desenvolvimento que uma criança educada por duas pessoas de sexo oposto.

Pelo contrário: os únicos estudos que se dedicaram ao assunto de forma metódica só vieram demonstrar que o que importa é realmente que as crianças tenham uma família, seja esta família constituída por um pai, uma mãe, dois pais, duas mães, uma avó ou quem quer que seja.

Mas vamos lá ver de que estamos a falar:

PAPEL DE GÉNERO

uma criança pode ser neste momento adoptada por apenas um homem ou uma mulher. Muitas crianças são educadas exclusivamente por pessoas de apenas um dos sexos. E no entanto continuam a ter montes de referências sobre o que é ser homem e mulher, quer através dos mídia, quer através do seu dia-a-dia (por muito estranho que pareça a muitos, os homossexuais também têm irmãos, tios, pais, avós... e têm pessoas do sexo oposto no seu círculo social).

[http://www.aclu.org/images/asset_upload_file953_24098.pdf]

[http://www.nllfs.org/publications/pdf/tenyearolds.pdf]

ORIENTAÇÃO SEXUAL

Mesmo nestes comentários muito se fala de "dissiminar a homossexualidade" e coisas do estilo... só o simples facto de praticamente 99% das pessoas homossexuais serem filhos de pessoas heterossexuais deveria ser uma prova que a orientação sexual não se transmite pela educação.

SER BOM PAI

Mesmo com todos os estudos que provam o contrário ainda continua a haver o pavor de entregar uma criança a um casal de pessoas do mesmo sexo. Muitas vezes até com o argumento que "há muitos casais que querem adoptar".

Em portugal existem mais de 5 crianças adoptáveis por cada pessoa ou casal que se propõe a adoptar, onde se vê que estamos muito longe de ter "muitos casais que querem adoptar". O que se passa muitas vezes é que os fabulosos casais heterosexuais querem que o seu adoptado seja o mais parecido possível com um filho biológico, e todas as crianças que já passaram de uma certa idade ficam fora desta lista de "crianças queridas" e passam a ser recusadas pelos casais de pessoas de sexo oposto.

Posto isto tudo... afinal quem é que estamos a proteger com as leis que proíbem a adopção por crianças do mesmo sexo?





Os links e organização dos argumentos foram obtidos desde a página:

http://en.wikipedia.org/wiki/Adoption_by_same-sex_couples