Ainda há bem pouco tempo, escrevi um post sobre a maneira como os media amiúdas vezes falam/escrevem sobre transexualidade.
Bem pouco tempo depois, saíu uma reportagem no jornal 24 horas, um artigo que supostamente deveria ser centrado na cirurgia que uma transexual, a “primeira cantora transexual portuguesa” estava em vias de fazer.
A reportagem em si até nem estava mal, embora relegasse a transexual para segundo plano, remetendo-a para uma caixinha. Mas, se calhar numa tentativa de chocar muita gente e criar mais uma polémica, o título da dita reportagem era: “Serviço Nacional de Saúde comparicipa a 100 por cento das cirurgias - Mudar de sexo é grátis”.
Como seria de prever, a toda a gente que por várias razões necessita de ser operada e tem de pagar porque o estado não as comparticipa totalmente, esta notícia caiu muito mal. Claro que na sua mais que justa indignação, muitas vezes fruto de um total desconhecimento destas matérias, as pessoas têm tendência de passar ao lado do verdadeiro cerne da questão, subliminarmente influenciadas por títulos manipulados como neste caso.
E porque analiso eu as coisas desta maneira? Porque, e claro que isto não foi mencionado de forma nenhuma, o verdadeiro escândalo não é existirem cirurgias totalmente comparticipadas pelo estado, mas sim haverem cirurgias que não são totalmente comparticipadas. Isto é que é escandaloso num estado que apregoa que a saúde é um direito.
Ou seja, a mensagem subliminar consiste em fazer passar uma imagem de uma espécie de favoritismo em relação a uma classe (que por sinal até é bem conhecida por ser das que mais discriminação sofre quer a nível social quer a nível laboral) em detrimento de outras mais aceitáveis socialmente. Portanto, continuando a lógica subjacente (mas nunca explícita) deve-se cortar essa comparticipação total, nivelando toda a gente a uma suposta “igualdade”.
Este argumento cai logo pela base quando se pensa qual a igualdade entre um trabalhador que tenha de pagar, por exemplo, 5000€ por uma cirurgia e que ganhe o ordenado mínimo, comparando por exemplo, com um gestor de um banco que ganha muitos ordenados mínimos por mês.
Também é falso o argumento quando se pensa que a solução social para muita coisa será, não o descer o nível de quem vive melhor, mas sim subir o nível de quem vive pior. Ou seja, não é por causa de “uns” terem direito a certas coisas que “outros” não têm, que se deve cortar o direito a essas coisas, mas sim, alargar esse direito aos que não o têm. Muitos regimes ditos comunistas o fizeram, nivelando tudo por baixo, quando deviam era ter elevado os mais baixos, como bem se sabe.
Está-se assim perante uma descarada tentativa de manipulação da opinião pública, escamoteando a verdadeira questão, fazendo parecer favorecida toda uma comunidade que como se sabe é na realidade das mais desfavorecidas.
Em seguimento, saiu uma outra peça na RTP1 de hoje, com o seguinte título: “Antigo membro dos Onda Choc submete-se a mudança de sexo”. No pouco que tem como parte escrita, começa logo com um total desrespeito à pessoa transexual feminina e que seria o tema principal da peça, mas que não é sequer mencionada, tratando-a como “O jovem de 26 anos”. No próprio dia em que essa pessoa realiza a sua CRS.
Mais uma vez, embora a peça até nem esteja nada mal (afirmações mais controversas serão da autoria das pessoas entrevistadas, como a deliciosa frase em que a homossexualidade pode ser confundida com transexualidade), se nota que o destaque dado no rodapé enquanto a peça era transmitida rezava o seguinte: “Mudança de sexo – cirurgia 100% comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde”. Pergunta: isto não faz lembrar nada? Mais uma vez uma tentativa de manipulação da opinião pública, mais uma vez escamoteando a verdadeira questão. Duas quase de seguida, com boas reportagens, mas com títulos ou rodapés tendenciosos da opinião pública. Será coincidência?
E ainda não se viu uma reportagem sobre o porquê, por exemplo, de ainda estar uma avaliação psicológica/psiquiátrica há seis anos à espera de vir de Coimbra para Lisboa. Nem se viu uma reportagem sobre os porquês da necessidade de uma lei de identidade de género em Portugal.
Curioso como a balança tem tendência de tombar sempre (ou quase) para um lado...
"Carta Aberta Associação das Travestis RJ sobre caso Ronaldo
Carta Aberta da ASTRA RIO (Associação das Travestis e Transexuais RJ)á apresentadora ANA MARIA BRAGA em respostas a suas declarações Transfóbicas.
Carta Aberta á Apresentadora Ana Maria Braga Rio de janeiro 1 de Maio de 2008
Excelentíssima Senhora,
"A Associação das Travestis, Transexuais e Transgêneros do Estado do Rio de Janeiro (ASTRA RIO), uma entidade fundada em 29 de Janeiro de 2004 com objetivo de organizar associar e atender as demandas da população de Travestis, Transexuais e Transgêneros deste estado, vem por meio desta manifestar publicamente sua indignação com os comentários feitos pela senhora, quando citava o caso sobre o envolvimento do craque Ronaldo com as Travestis durante o programa exibido em 30 de Abril de 2008. Assistir as declarações e falas da Senhora quando disse que o Ronaldo deveria dormir mais cedo ao invés de se envolver em situações como essa e com esse tipo de gente, onde a senhora ainda sugeria que o caso se trataria de um golpe praticado frequentemente por Travestis e Transexuais profissionais do sexo do RJ, foram como reviver mais uma vez nosso triste fluxo social , como acontece com a maioria de nós Travestis e Transexuais , primeiro nossos pais e familiares nos rejeitam, em seguida o ambiente escolar também nos exclui, amigos não querem mais a minha presença ,nesta manhã do dia 30 vi mais uma pessoa querida a quem recebo toda manhã , me ferir e segregar brutalmente em suas palavras que para min foram flechas.
Diferentemente dos demais dias onde acompanho as mensagens matinais que a muitos telespectadores emocionam com lindas citações de inclusão, respeito, fraternidade, amor e esperança , nesta manhã me vi sendo ridicularizada e classificada como cidadã de segunda ou de nenhuma categoria. Aquela companheira querida exemplo de mulher, tornava-se naquele momento parte do grupo dos meus algozes sociais, responsáveis por grande parte da situação desigual e miserável que ainda hoje obrigam travestis e transexuais a buscarem seu auto sustento nas calçadas. Será que nossa querida companheira esqueceu que dentre os valiosos pontinhos do IBOPE existem muitas travestis e transexuais brasileiras com a televisão ligada a espera da sua companhia, umas acordando para seu dia de trabalho, enquanto outras assistem chegando das ruas e mesmo cansadas ainda ouvem as noticias ou anotam uma receita e não sabiam que este programa não era apropriado par ESTE TIPO DE GENTE , tipo de gente este que acompanham sua carreira e também realizaram orações e pedidos para sua cura, comemoraram sua felicidade amorosa e lhe desejam todo bem . Pena que pelo que parece não somo merecedoras do mesmo respeito por parte de quem admiramos.Independente dos casos vinculados a mídia, Travestis e Transexuais não são nenhum fenômeno esportivo mas com certeza são o segmento populacional mais brutalmente discriminados, verdadeiros fenômenos de sobrevivência , onde quem tem o poder do microfone , tem que usa-lo com sabedoria e justiça pois comentários sem conhecimento do que realmente se dá na relação cliente e Travestis onde é clichê em casos de desentendimento as falas: PENSEI Q FOSSE MULHER ou ELES QUERIAM ME ROUBAR como fulga da constatação do envolvimento com o alvo do seu desejo e da sua culpa.
Portanto ESTE TIPO DE GENTE citado estava trabalhando para atender um mercado que AQUELE TIPO DE GENTE PROCURA.
O movimento social organizado de Travestis e Transexuais é extremamente contrario a utilização e ao tráfico de entorpecentes e esclarece que as Travestis e Transexuais profissionais do sexo não têm como parte de suas atividades como prostituta, roubo, extorsão o tráfico nem a utilização de drogas. Quanto o ocorrido entre a Transexual Anderia Albertini e o Jogador Ronaldo esta instituição deseja que os fatos sejam esclarecidos com imparcialidade no tratamento e averiguação policial e que tudo a verdade possa vir a tona para que nenhuma das partes envolvidas sejam injustiçadas.
Finalizo reafirmando minha tristeza com seu posicionamento mais expressando a senhora e equipe votos da mais elevada estima e distinta consideração, deixando abaixo um texto meu para reflexão que com certeza reflete quem somos.
QUANDO EU ERA PEQUENO, MINHA MÃE TINHA UM MEDO, MEDO DE QUE EU USASSE SUAS ROUPAS, MEDO QUE UM DIA, EU QUISESSE USAR BATOM, COMO SE EU JÁ NÃO SOUBESSE O GOSTO, COMO SE EU JÁ NÃO FOSSE ELA, QUANDO ELA NÃO ESTAVA EM CASA... O QUE MINHA MÃE NÃO SABIA OU FINGIA NÃO SABER É QUE POR DENTRO EU ERA TÃO MULHER QUANTO ELA, EU SÓ NÃO PODIA APARECER, QUEM PODE ME ENTENDER? QUEM TENTA ME ENTENDER? TALVEZ EU NÃO PRECISE SER ENTENDIDA, TALVEZ EU NÃO QUEIRA PRECISAR, MAS ANTES DE VOCÊ ME CHAMAR DE BONECA... SAIBA QUE AS QUE QUIS TER NÃO TIVE, A VIDA COLOCOU PARTE DELAS EM MIM, BRAÇOS DE UMA, PEITOS DE OUTRAS, E ME FEZ SENTIR QUEM EU SOU! QUEM DERA SER UMA BONECA DE FATO, QUEM SABE ESTARIA MAIS FELIZ NO COLO DE SUA FILHA DO QUE NO SEU, E SE EU NÃO ACHAR QUE A PROSTITUIÇÃO NÃO É MEU CAMINHO, VOCÊ ACEITA??????????? VOCÊ ME DARIA EMPREGO?????? OU É MAIS FÁCIL DIZER QUE SOU INFELIZ? QUE SOU PERIGOSA???? PROVAVELMENTE SEUS MARIDOS NÃO ACHAM, E EU SEI QUEM SOU, A MINHA LUZ, OS MEUS DESEJOS, AS MINHAS VITÓRIAS E TRISTEZAS. E EU SEI DE MIM, MAIS QUE VOCÊ DE VOCÊ MESMO MESMO PORQUE SOU NO MÍNIMO DUAS, QUEM EU SOU DE VERDADE, SOU QUEM APARENTO SER, GENTE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!(Rafael ?Vice presidente Grupo CaboFREE) "
Mas pelo menos ficamos a saber o que pensam(?) os senhores (sim, porque não há mulheres, mesmo) da hierarquia católica em Portugal:
1. Qualquer alteração à lei do divórcio é "é mais um sinal claro da postura de afrontamento que o actual Governo assumiu relativamente à Igreja Católica". ?!?? Mas se a Igreja nem sequer liga nenhuma ao Casamento Civil, porque se há de preocupar com o Divórcio?!
2. Pensam que "faz falta, da parte do primeiro-ministro, uma vigilância coordenadora"... vigilância?!?
3. "O Estado tem a obrigação de reconhecer o papel social da Igreja e de o promover do mesmo modo que promove o desporto, ao apoiar a construção de estádios"... Estádios... bom exemplo de como o estado gasta, esbanja, estoura dinheiro... não lhes poderia ter saído nenhuma comparação mais feliz? E quanto ao "papel social da Igreja", qual é? É que o que mais vejo são instituições FINANCIADAS pelo Estado a dar má educação...
4. Aparentemente quem foi parar, por azar, a um hospital público tem azar a dobrar: é que além de ter de passar pelo serviço de (baixa) qualidade reconhecida, tem ainda de aturar os "apoios espirituais", mesmo que não os tenha pedido.
Mas estes senhores não se deviam preocupar com outras coisas? Sei lá... como, por exemplo, o facto de haver cada vez menos casamentos religiosos, haver menos pessoas nas igrejas, haver cada vez menos padres, etc... etc...
-as escolas podem ter qualquer nome que as identifique localmente (se a escola se situa no monte da "Imaculada Virgindade da Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus Todo o Poderoso" então pode xarmar-se "Jardim Escola da Imaculada Virgindade da Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus Todo o Poderoso", por exemplo)
-apenas no caso em que existam várias escolas do mesmo tipo no mesmo local é que é necessário ter um patrono
-o patrono tem de ser "uma personalidade de reconhecido valor, que se tenha distinguido na região no âmbito da cultura, da ciência ou educação, podendo ainda ser alusivas à memória da expansão portuguesa, à antiga toponímia ou a características geográficas ou históricas do local onde se situam os estabelecimentos de ensino"
Para exclarexer finalmente as pexoas maix retruxidas... vai mais um exemplo: se o Santo Iládio Climádio tiver nascido junto ao monte da "Imaculada Virgindade da Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus Todo o Poderoso" supra-citado, e por esse facto o seu nome estiver associado à cultura do local pode perfeitamente ter-se afinal o "Jardim Escola de Santo Iládio Climádio" sem que esteja contra a lei...
Já que estamos num site gay, gostaria de falar (e finalmente que o faço) sobre uma certa pessoa de nome Castelo Branco. Tenho visto os programas em que essa "coisa" entre e sinceramente, por muito bonzinho que eu queira ser, fico com os cabelos em pé. è que ele é completamente ridículo e acho até, que seria necessário e urgente que ele procurasse um psiquiatra para tentar ver se o ajudava. è que aquela criatura não tem identidade sequer. Olho pra ele e o que vejo?
Um homem? - Nada que se pareça;
Uma mulher? Coitadas das mulheres não deviam sequer gostar dele;
Um gay? Santo Deus, como é que um comum espectador fica ao pensar que se calhar todos os gays são assim;
Um travesti? Não. Um travesti é uma pessoa normal que apenas gosta de se vestir de mulher.
Afinal o que é que esse "menino" é para além de uma cobra venenosa?
Se alguém me puder ajudar, agradecia.
Sérgio
Resposta:
É difícil ajudá-lo pois não poderia ter definido melhor a personagem (note-se que ele próprio afirma não ser homossexual e como tal a questão não é assim tão relevante num "site gay"), mas tem que ter em conta que quem lhe dá audiência são os milhares ou milhões de pessoas que o vêem, e o aparelho de Marketing da TVI, logo o melhor é ignorar, porque falar dele dá-lhe mais razão de existir.
Assim como Maria, José e os pastores de Belém representam o povo de Israel que acolheu ao Senhor, os magos são as primícias dos gentios, chamados também a fazer parte da Igreja, novo povo de Deus, que já não se baseia na homogeneidade étnica, linguística ou cultural, mas unicamente na fé comum em Jesus, Filho de Deus.
Esta interessante imagem retórica de Beto XVI transformou-se então em...
O Papa apontou ontem a missão universal da Igreja e considerou que os três Reis Magos são “o primeiro fruto do novo povo de Deus, com base na homogeneidade étnica e linguística ou cultural, e a fé comum em Jesus, Filho de Deus”. Bento XVI desejou Feliz Natal aos ortodoxos.
Minha filha tem 17 anos e está manisfestando ser homosexual lhe pego apaixonada por meninas fazendo jurar de amor mas por outro lado já teve namorinhos com meninos. Tem algo que ainda posso fazer para reverter esse quadro, alguma tentativa sem que aja divergências entre ela e nós (mãe, pai e duas irmas). Às vêzes acho que posso fazer ainda alguma coisa mas não sei o que). E se caso não conseguir tenho lido, me esclarecido bastante para poder aceitá-la na boa já que a amo muito e quero sua fecilidade acima da minha.
Obrigada
Resposta:
Obrigado antes de mais pelo seu contacto.
Para inicio de conversa penso que a sua filha esta numa descoberta da sua sexualidade e por isso perfeitamente natural que tenha namorados e namoradas, depois mesmo que tenha uma maior predominância de namoradas não quer dizer que seja Lésbica, o processo de descoberta pode ser mais ou menos longo e pode ainda dar-se que ela seja bissexual com mais inclinação para as meninas que os meninos.
Mas como diz e muito bem o importante é que ela seja feliz, por isso sem tocar no assunto mostrar que estão do lado dela para discutir seja o que for, sexo, sexualidade, drogas, namorados e namoradas, a escola, etc,… pode mesmo talvez usar as irmãs e numa reunião de família assim como quem não quer a coisa verem por exemplo um filme que mostre ou aborde a homossexualidade, e falarem sobre isso de espírito aberto sem recriminações, porque ela vai estar atenta a qualquer critica a qualquer apontar de dedo que seja feita a esta ou aquela conduta por isso vá com calma, hoje um filme amanha, uma noticia, e agora que se aproxima as paradas Gay e, todo mundo o que não vai faltar é assunto por isso esteja atento.
Picnic Mães e Pais LGBT, Crianças e Amig@s – 29 de Outubro, Lisboa
A ideia de juntar novamente crianças com pais e/ou mães LGBT surgiu logo após a última actividade do género, contudo, foi sendo continuamente adiada porque entre as férias, trabalho e criançada, o tempo escasso muitas vezes voa.
Em 2006 realizaram-se já duas actividades: um Encontro sobre Homoparentalidade, no Centro Comunitário Gay e Lésbico de Lisboa em Março, que teve cerca de 30 pessoas, animadas e conversadoras, entre mães e pais actuais e futuros, filh@s e net@s de LGBT, pequenos e já mais crescidos; e em Maio, um animado picnic ao ar livre.
Ora, a ideia é mesmo dar continuidade a este tipo de eventos, tornando-os regulares e aproveitando a partilha para se construirem redes de apoio [in]formal . Gostaríamos de, aos poucos, alargar a rede a outras cidades e outro tipo de partilha/eventos, para onde quisermos ir. Assuntos sobre a legislação/escola, entre outros, estarão presentes entre os temas a partilhar neste tipo de eventos.
Para voltar a reunir este grupo, cada vez com mais gente, desafiamos tod@s @s interessad@s a juntarem-se a nós num encontro para crianças e adultos, em Lisboa, em que haverá espaço e boa disposição para troca de histórias e experiências.
Gostaríamos também de criar uma mailing list [informal] para os participantes e interessados para que seja um espaço que permita dar continuidade a cada evento e onde se possa debater questões do nosso dia-a-dia.
QUANDO: Dia 29 de Outubro, domingo, a partir das 14:30 ONDE: no Jardim dos Moinhos de Santana, à Ajuda, se a metereologia ajudar. Enviaremos mapa aos interessados.
Para mais informações e ** para confirmar presença ** por favor enviar mail para Manuel Beja marilgapor@yahoo.com Sara Martinho cacaoccino@yahoo.com.br
Por favor ** divulguem ** por mail, sites e blogs possíveis para chegarmos aos eventuais interessad@s.
Eis o meu comentário (depois de uma série de comentários que vão desde à infeliz ignorância até a mais pura homofobia).
João Paulo (PortugalGay.PT) 2006-10-14 05:49
Maria e Josefino casaram-se às 12:00... Maria morre num acidente de automóvel às 13:00. O Josefino fica automaticamente com todos os bens de Maria.Manel e Mário vivem juntos há 40 anos e construíram património comum durante esse tempo.
Manel morre de acidente de automóvel. Os familiares do Manel têm direito a pelo menos 50% do património do Manel, mesmo que Manel tenha em vida deixado tudo o que podia em testamento para o Mário.
Luísa casou com o João. Entretanto Luísa teve uma queda e foi parar inconsciente ao hospital. Todas as decisões médicas devem ser tomadas pelo João, mesmo que seja contra os pais de Luísa.
Lúcia e Marta vivem juntas há 30 anos. Entretanto Lúcia teve uma queda e foi parar inconsciente ao hospital. A Marta não tem qualquer poder de decisão e só pode visitar Lúcia com autorização dos pais de Lúcia.
Pois é... União de Facto não é o mesmo que Casamento Civil.
Mas não se pense que Casamento Civil é o mesmo que a "Família Tradicional" ou o "Sagrado Matrimónio"... as diferenças saltam à vista:
- No "Sagrado Matrimónio" não há divórcio. No "Cassamento Civil" basta as assinaturas dos dois membros do casal para se fazer o divórcio.
- Na "Família Tradicional" o homem manda, a mulher obdece. No "Casamento Civil" os dois cônjugues têm igualdade de tratamento.
- Na "Família Tradicional" fica bem a um homem ter múltiplas parceiras (quer antes, quer depois do casamento), pelo contrário uma "boa" mulher tem de ir virgem para o casamento. No "Casamento Civil" a experiência sexual prévia dos dois elementos do casal é irrelevante.
- No "Sagrado Matrimónio" a Igreja Católica (que o define) diz que não faz sentido usar métodos anti-contraceptivos e o protecção contra doenças sexualmente transmissíveis. No "Casamento Civil" o estado não se mete na cama dos casados.
Quanto às prioridades... vão dizer isso aos Mários e Martas deste país que se vêem sem direitos apenas porque têm uma orientação sexual diferente da suposta maioria.
Tocando agora num assunto mais sério: Conheci aqui há um tempo atrás um rapaz meigo, simpático super carinhoso mas, há um mês contou-me que tem VIH.
Obviamente que foi um choque para mim porque não é todos dias que a pessoa que está ao nosso lado e por quem temos um carinho especial tem VIH.
Não demonstrei qualquer ressentimento mas a verdade é que ás vezes não me sinto à vontade e não sei muito bem o que fazer.
Não o quero magoar mas o medo que dentro de mim está também é muito grande.
Gostava que alguém me pudesse aconselhar.
Obrigado.
Resposta
Obrigado pelo seu mail antes de mais.
Depois a sua atitude não podia ter sido melhor, portou-se como de certo muitos outros gostariam que os seus companheiros/as se portassem perante uma noticia dessas.
Deve compreender que para ele também deve ter sido muito difícil guardar o segredo e agora ter-lhe contado, e por isso ter tido da sua parte uma postura de aceitação, embora o choque seja a meu ver inevitável, é o melhor presente que alguém que ama alguém pode receber.
Ele estará a tentar reiniciar a sua vida também ele depois do choque de ter recebido a notícia de que era positivo e esta a tentar essa tarefa ao seu lado.
Penso que não tem muito conselho que lhe possa dar, que você já não tenha conhecimento e ele mesmo, se calhar isto até deveria ser um assunto que deveria falar com ele.
Sexo já sabe que será para todo o sempre (a menos que a desejada cura surja entretanto, e enquanto há vida há esperança), será com preservativo, isto no que respeita a penetrações anais. Quanto ao sexo oral desde que não existam secreções poderá ser sem protecção, NUNCA lavar a boca com escova dos dentes imediatamente antes do sexo nem imediatamente depois, poderá ferir a gengiva e dessa forma deixar uma porta aberta para a infecção, bocheche com um elixir se pretender ter uma boca mais fresca. Quanto ao resto do convívio, cobram-se de beijos, durmam, comam, bebam, e vivam juntos porque esse “bichinho” mau chamado VIH não tem assim tanta força, digo eu!
Sobre a notícia no PortugalDiário sobre a primeira adopção por um casal do mesmo sexo em Espanha sem laços biológicos com a criança fica aqui o comentário que enviei na página da referida notícia.
-providenciar uma educação adequada às crianças que por diversas razões não tiveram a oportunidade de ter quem as educasse
Aqui uso a palavra "educação" no seu sentido mais lato... ou seja: incluindo tudo aquilo que se pode incutir numa criança: segurança, valores, vivência em sociedade, conhecimento científico, percepção das relações humanas, etc.
Por muitas linhas que alguns queiram aqui escrever não há ninguém que consiga provar por a+b (i.e. de forma científica e não com frases como "está na Bíblia", "desde sempre" ou "é óbvio") que uma criança educada por duas pessoas do mesmo sexo não tem as mesmas condições de desenvolvimento que uma criança educada por duas pessoas de sexo oposto.
Pelo contrário: os únicos estudos que se dedicaram ao assunto de forma metódica só vieram demonstrar que o que importa é realmente que as crianças tenham uma família, seja esta família constituída por um pai, uma mãe, dois pais, duas mães, uma avó ou quem quer que seja.
Mas vamos lá ver de que estamos a falar:
PAPEL DE GÉNERO
uma criança pode ser neste momento adoptada por apenas um homem ou uma mulher. Muitas crianças são educadas exclusivamente por pessoas de apenas um dos sexos. E no entanto continuam a ter montes de referências sobre o que é ser homem e mulher, quer através dos mídia, quer através do seu dia-a-dia (por muito estranho que pareça a muitos, os homossexuais também têm irmãos, tios, pais, avós... e têm pessoas do sexo oposto no seu círculo social).
Mesmo nestes comentários muito se fala de "dissiminar a homossexualidade" e coisas do estilo... só o simples facto de praticamente 99% das pessoas homossexuais serem filhos de pessoas heterossexuais deveria ser uma prova que a orientação sexual não se transmite pela educação.
SER BOM PAI
Mesmo com todos os estudos que provam o contrário ainda continua a haver o pavor de entregar uma criança a um casal de pessoas do mesmo sexo. Muitas vezes até com o argumento que "há muitos casais que querem adoptar".
Em portugal existem mais de 5 crianças adoptáveis por cada pessoa ou casal que se propõe a adoptar, onde se vê que estamos muito longe de ter "muitos casais que querem adoptar". O que se passa muitas vezes é que os fabulosos casais heterosexuais querem que o seu adoptado seja o mais parecido possível com um filho biológico, e todas as crianças que já passaram de uma certa idade ficam fora desta lista de "crianças queridas" e passam a ser recusadas pelos casais de pessoas de sexo oposto.
Posto isto tudo... afinal quem é que estamos a proteger com as leis que proíbem a adopção por crianças do mesmo sexo?
Os links e organização dos argumentos foram obtidos desde a página:
Sou Madeirense e a minha namorada também...!!!Estamos a pensar ir a Londres para casar mas,não sabemos se isso é possivel?!Desde já agradecemos a vossa atenção na resolução desta dúvida,bem como,a rapidez da vossa resposta,visto estarmos quase a viajar!Já não é a primeira vez que tentamos entrar em contacto convosco,mas infelizmente ainda não obtivemos nenhuma resposta....F.S
Resposta:
Em primeiro lugar devo salientar que este tipo de questões teriam resposta mais célere se indicasse um email de resposta.
Quanto à pergunta que fazem:
1-qualquer casamento civil entre pessoas do mesmo sexo não tem existência legal em Portugal, ou seja: quando voltarem a Portugal passam automaticamente a serem duas pessoas solteiras novamente.
2-no Reino Unido não é possível ainda o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, A lei de Parceria Civil é específica para casais do mesmo sexo e dá quase todos os direitos e deveres do casamento civil (a diferença mais significativa é na forma de registo da união). Por estranho que pareça um casamento civil realizado, por exemplo, em Espanha, não é reconhecido no Reino Unido.
3-O registo da Parceria Civil é possível entre duas pessoas do que residam no Reino Unido por 7 dias ou mais. Desde que um dos elementos tenha cidadania britânica é possível registar a Parceria Civil em alguns consulados do Reino Unido (incluindo Lisboa).
É assim, com preexistência, entusiasmo, vontade, e desejo de se fazer cada vez mais e melhor que vamos somando “Nãos” mas, também somamos apoios.
Este ano é especialmente para mim, o ano, aqueles que foram agraciados pelos prémios MTV, aqueles que somam sucessos atrás de sucessos, que são reconhecidos em Portugal e no Mundo, foram também aqueles que responderam simpaticamente á nossa solicitação para estarem presentes na sexta edição do Porto Pride.
Assim aos The Gift o nosso muito obrigado! www.thegift.pt
Não estiveram presentes fisicamente mas deixaram-nos uma mensagem que com orgulho (Pride) difundimos no espaço do evento, e agora disponibilizamos no site do Porto Pride 2006.
Este ano foi, com uma mensagem, para o ano quem sabe estarão presentes no palco!?
Os votos sinceros de que The Gift e Sucesso, sejam duas palavras indissociáveis, onde esteja um, brilhe o outro.
O Porto Pride 2006 agradece humildemente a vossa fantástica participação.
Pensei que as associações gays sao diferentes demais associações da nossa praça...afinal não. São tão "quadradas" como as outras, tão facciosas como as outras e tão fechadas como as outras.
Do vosso texto sobre o arraial destaco:
"...mas as edições mais recentes foram realizadas no Parque do Calhau, praticamente na periferia de Lisboa" - peço muita desculpa se tomara a maioria dos gays que apanham comboios, autocarros e metros pudessem viver em Benfica (onde se localiza o parque do calhau)
"terminou às 2:00 da manhã em ponto (limite imposto pela cidade de Lisboa)." - nos outros anos acabou muito mais tarde...ah pois já me esquecia que é na periferia de lisboa...
" Cerca de 400 pessoas integraram a edição deste ano da Marcha na tarde do dia 24 de Junho... " - 400? fica a duvida...se serão mesmo 400 ou menos? deixo-vos pensar..pq é q foram apenas 400? será que foi por causa da vossa agenda politica? pela vossa terrivel prestação no programa da revolta dos pasteis de nata?
Não me levem a mal, so quero que nós (gyas) sejemos cada vez melhores e deixemos de lado as intrigas e sobretudo a falta de visão para podermos ver as coisas de uma forma distanciada e mais abrangente.
nf
Resposta:
Em relação às associações gays e cia... o PortugalGay.PT é um site independente de qualquer associação LGBT nacional. Fazemos todos os possíveis por divulgar as iniciativas de todas as associações e, pontualmente, partilhamos iniciativas quer em regime de colaboração quer como co-organizadores. Posto isto não percebo o seu comentário sobre as associações serem "fechadas" e/ou "facciosas" em relação a um texto publicado no PortugalGay.PT que procurou ser o mais imparcial na avaliação dos acontecimentos.
A palavra periferia foi usada como oposto de centro de Lisboa. E é isso que se trata... o Parque do Calhau é efectivamente no limite da malha urbana da cidade de Lisboa.
Não compreendi a questão das 2:00 (se tivesse deixado um endereço de email seria mais fácil esclarecer estas questões).
400 pessoas é o número divulgado pelas autoridades. A agenda política dos "outros" é um conceito interessante principalmente vindo de um gay... há diversas associações e grupos LGBT com liberdade de definir a sua própria agenda política, em alguns casos são comuns com outras entidades, em outros casos não... mas uma coisa é certa: essas agendas são definidas pelas pessoas que constituem cada associação/grupo. Quanto aos Pasteis de Nata deve haver aqui alguma confusão... "Vossa" de quem? Quanto a mim os dois únicos representantes de associações LGBT, António Serzedelo (Opus Gay) e Rita Paulos (rede ex aequo), estiveram muito bem no programa. Quem esteve muito mal foram os dois convidados de "honra"... uma mulher heterossexual (que acha que o sexo entre mulheres é assim como "comer peixe quando se pode ter carne") e um homem bissexual (que acha que o casamento civil não é importante pois "pode ir casar à Holanda").
Quanto à visão... estou outra vez sem perceber o contexto desta afirmação tendo em conta o texto anterior.
Boa Noite! Respeito a homosexualidade. No entanto, sou completamente contra a adopção por um casal gay.
Eu imagino como me sentiria se tivesse sido adoptado por um casal gay.........
O senhor fala a certa altura: é preferivel ser filho de um casal de pais desiquilibrados com prejuiso enerente dos filhos ou de um casal gay. Se o casal gay fossem um casal prefeito(conceder uma boa educação) ok, no entanto, tanto um casal gay como hetero pode ser desiquilibrado. Assim sendo, por ai estamos empatados. Desempatamos ao falar que em condições iguais, é saudavel uma criança se filha de um casal hetero em detrimento de um casal gay.
Obrigado pela atenção.
Resposta:
Continua-se a fazer as maiores confusões ou pelo menos não se quer ver o obvio!?
Coitadas das crianças que vão ser adoptadas por casais homossexuais, como se vão sentir? Vão sentir-se da mesma forma que sentiram as crianças que tinham um olho de cada cor, o nariz grande, gaga, filhos de divorciados (há uns anitos atrás), ou filhos negros de um casal branco ou mix-race.
Pela ordem de ideias sempre que um dos progenitores morresse, o sobrevivente devia ter o máximo de um mês para encontrar o seu par, não vá a criança ser penalizada pela sociedade, ou ter deformações psíquicas por ser educada apenas pelo pai ou pela mãe.
Embora na minha óptica se esteja com o carro à frente dos bois, ou seja deve-se primeiro lutar pelo casamento civil entre pessoas do mesmo sexo e, só depois a adopção. Aquilo que se esta a argumentar contra a adopção por casais do mesmo sexo é pura e simplesmente o mesmo que se fez quando houve os primeiros divórcios, ou os primeiros casamentos entre pessoas de raças diferentes, por outras palavras uma verdadeira hipocrisia.
Aquilo que se pede há anos é: "Nem menos nem mais, direitos iguais!"
Ou seja na questão da adopção deve um casal homossexual passar pelos mesmo tramites legais que passa um casal heterossexual.
Mais uma questão. Parece dramático ser-se adoptado por um casal de pessoas do mesmo sexo, mas já não dramático ser-se adoptado por um idoso/a, alguém que esta no seu fim de vida em muitos casos até se encontra sozinho/a, e adopta um elemento de companhia, no caso uma criança, já não parece nada dramático nem nada do outro mundo. Onde vai estar o pai ou a mãe dessa criança quando ela tiver 16 anos, uma fase problemática na vida de cada um, uma vez que foi adoptada com cinco anos, e o pai ou a mãe adoptiva tinha 50,... é com 61 anos que vão encarar os matulões que rondam as escolas? Já é problemático faze-lo com trinta anos imagine-se com 61.
This movie was absolutely horrible. The theme was great! Yet, they touched upon a subject without actually grasping it. They needed to go further.
Editing and Transitions: These were equally terrible. The movie was slow. I walked out of it believing it was 5 hours long rather than 2 hrs. and 10 mins. Near the end, they included a flashback. Yet, it wasn't clear that it was a flashback. Also, when Ennis first "doing it" and then they were under the covers, fully clothed. There were also pointless scenes that had no meaning in the film; such as, the daughter at the end telling Ennis that she was getting married.
Script: The script was weak. There was barely any talking. When Ennis actually did talk, it sounded like a mumble. It took a while to decipher what he was saying. The beginning of the movie was hideous when you sat their waiting for someone to say something...they never spoke. All you saw was Ennis sitting on the steps for 10 minutes while Jack stood by his car. As I said, this movie was really slow. It would be faster watching a turtle crawl.
Acting: The actors portrayed their characters well. Except, their wasn't much to portray. The characters were mostly emotionless; even when they showed emotion, it wasn't gripping.
Sex Scenes: When they showed the sex scenes between the men and their wives, the boobs being shown were completely unnecessary.
Scenery The scenery was beautiful. Yet, it was pointless to show it so much. We knew they were in the mountains, that was clear.
Overall, the movie was practically 1 hour and 50 minutes of scenery and silence, 10 minutes of talking and 10 minutes of sex.
I give this movie a 1 out of 10.
Also, my sister who is very emotional, especially about death, did not shed a single tear when Jack Twist died. She cried more over the dead lamb, which I think was the saddest part of the movie, besides the movie itself.
Andre
Limitamo-nos a mover o comentário em Inglês da página em Português de notícias para esta secção.
Ao ver a reportagem de cerimónia religiosa da Gis chocou-me que não tivessem o cuidado de não divulgar o seu corpo depois de morta. Ao contrário da divulgação da sua fotografia enquanto pessoa viva, a fotografia do cadáver parece-me que só alimenta a curiosidade mórbida das pessoas. Curiosidade essa que acabou por ser retratada (inadvertidamente?!) muito realisticamente nas fotos. Ou como entre o que se diz, e o que se faz, vai uma grande distância....
Paula
Resposta:
Em primeiro lugar parece-me claro nas fotos que o objectivo não é retratar propriamente a pessoa falecida mas sim as circunstâncias em que decorreu a cerimónia. E a pessoa em causa estava lá.
Agora tenho pena que não tenha reparado algo que realmente me chocou naquela cerimónia: não foi uma cerimónia para a Gis, mas sim uma cerimónia para o Gisberto... mesmo a roupa e tratamento do corpo foi para um homem. E estas fotos também pretendem denunciar essa injustiça gritante.
Gostaria que me informasem qual o documento que se deve exigir para fazer prova da união de facto.
Resposta:
Para efeitos legais pode pedir uma declaração na Junta de Freguesia onde vive.
Para efeitos fiscais tal declaração não é necessária bastando que as duas pessoas que pretendam entregar uma declaração conjunta tenham morada fiscal comum nos últimos dois anos.
1. Duas miúdas de 14 ou 15 anos foram chamadas e repreendidas pelo conselho directivo da respectiva escola pelo facto de andarem a exibir a sua mútua atracção, através de beijos e apalpões, perante a plateia da escola. O caso chegou às televisões e aos jornais e, como era fatal que acontecesse, provocou a habitual erecção escandalizada dos mentores do politicamente correcto. Parece que, argumentam eles, a "repressão" exercida sobre aquelas miúdas viola o sagrado direito constitucional à "liberdade de orientação sexual". Não lhes ocorreu que, antes de tudo, o que está em causa não é uma questão de orientação sexual, mas sim um comportamento infelizmente muito típico das comunidades gays e lésbicas, que é o exibicionismo sexual. O problema não é as miúdas amarem-se ou desejarem-se intensamente: é que os restantes colegas da escola não têm nada a ver com isso, nem têm de ser expostos às demonstrações públicas de tais "afectos" (como costumam dizer os politicamente correctos). E é também, obviamente, uma questão de bom gosto, que vale para heteros ou homos. Esta teoria do primado absoluto do "direito à orientação sexual" está-se a tornar uma espécie de ditadura bem-pensante, que funciona por um método "terrorista" de silenciamento dos discordantes: quem não reconhece este sagrado direito constitucional, com todas as suas consequências, só pode ser uma abecerragem, ao estilo do dr. João César das Neves. É assim que o Tribunal Constitucional está à beira de declarar inconstitucional, com força obrigatória geral, a disposiçâo do Código Penal que, a seu ver, "discrimina ilegitimamente" a pedofilia homossexual. Ou seja, os juízes entendem, por exemplo, que é exactamente igual um miúdo ser abusado ou violado por uma mulher ou por um homem. Sem curar de saber qual das situações poderá causar maior abalo e mais danos permanentes ou futuros à vítima, eles consideram que o essencial é preservar o direito à orientação sexual do abusador. Espanta-me que não ocorra a estes guardiões da Constituição nenhuma consideração relativa ao direito à orientação sexual da vítima: e se o miúdo abusado não tem, nem nunca vier a manifestar ao longo da vida, qualquer propensão homossexual? Mesmo assim deve curvar-se ao intocável direito de orientação sexual do abusador? Desculpem-me que o diga com toda a franqueza, mas a aplicação cega deste princípio parece-me tão repelente que a única conclusão lógica que eu consigo extrair é que as vítimas do caso Casa Pia, por exemplo, vão acabar por ter sido duplamente abusadas: pelos criminosos e pela Constituição.
E lamento desiludir o Daniel Oliveira e demais vestais deste templo: nem sequer sou católico (aliás, constato que a Igreja Católica tem estado na linha da frente da protecção aos pedófilos homossexuais, especialmente se do seu clero); nunca descobri em mim, vários exames de consciência feitos, qualquer orientação sexual homofóbica, e fui seguramente dos primeiros a defender publicamente a total igualdade de direitos, incluindo o casamento, para os homossexuais. Só não defendo o direito à adopção, porque aí, mais uma vez, entendo que o direito deles não se pode impor ao direito das crianças adoptadas, cuja vontade não é lícito presumir. E eu não posso presumir que uma criança não se importe nem venha a sofrer pelo facto de ser criada por duas mães ou dois pais.
Voltando à escola das miúdas "reprimidas", o que eu penso é que os restantes alunos têm a liberdade correspondente à delas, que é a de não quererem saber nem terem de assistir às demonstrações da sua inclinação sexual. E os pais das crianças que frequentam a escola, algumas apenas com seis ou sete anos de idade, têm o direito de educarem sexualmente os seus filhos conforme entendem e no momento que entendem, sem que esse processo, que é complicado e sensível, possa ser afectado pela atitude voluntariamente desafiadora de exibicionistas sexuais, que sempre existiram e existirão em qualquer escola. Além do mais, repito, trata-se de uma questão de boas maneiras e bom gosto - que são coisas que se devem ensinar e se devem aprender.
[... o artigo continua com a análise de outro tema]
Este texto foi comentado em diversos blogs que deixo aqui os links:
Ao contrário do que diz MST, não são "duas miúdas de 14 ou 15 anos" mas sim de 17 e 19 anos. Na escola em causa não existem, obviamente, crianças de 6 ou 7 anos de idade.
A situação é uma clara demonstração pública de afectos e não de "exibicionismo sexual", infelizmente MST não conhece a diferença entre os dois conceitos.
Ao contrário do que MST pensa quem ficou incomodado com o "amor e desejo intenso" das duas jovens não foram "os restantes colegas da escola" mas sim alguns elementos do Conselho Executivo da escola, isto foi claramente demonstrado pelo apoio que a Associação de Estudantes deu às duas jovens.
Dizer que o artigo 175 é sobre "pedofilia homossexual" demonstra um total desconhecimento do código civil... há dois artigos que tratam das situações de sexo entre maiores e adolescentes entre 14 e 16 anos. O artigo 174 criminaliza situações de abuso heterossexual em que abuso é definido como "abusar da inexperiência" de alguém. Já o artigo 175, que foi considerado inconstitucional, criminaliza qualquer acto homossexual mesmo realizado com total e absoluto conhecimento. A diferença que levou à decisão do Tribunal Constitucional está aqui: o artigo 174 aplica-se realmente a violações... o artigo 175 aplica-se em qualquer situação de sexo.
MST diz-se "defensor da igualdade de direitos , incluindo o casamento"... pergunto eu como serão realizados estes casamentos de forma a não expor terceiros a "demonstrações da sua inclinação sexual".
De onde costuma visitar o PortugalGay.PT? 12 a 18 Out 2005
Anónimo em 12 Out 2005 22:30 ok, já que todos os comentários nada têm a ver com esta sondagem, vou dizer a minha opinião relativamente ao comentário anterior. A elite das capas de revista, do social e do luxuoso, não interessam às pessoas. Nunca foram pessoas interessadas nos direitos humanos e nunca foram interessadas em ter um mundo melhor. Muitas destas pessoas nem sabem o que é uma organização humanitária, nem tão pouco saberão o que será a AI, que é uma organização internacional que muito precisa do dinheiro de famosos que nada fazem pela vida e que nasceram num berço de ouro. O social é isso mesmo, é um mundo sedutor, falso, macabro e vingativo que não conhece barreiras para defender o próprio umbigo e a própria imagem. Os famosos na sua maioria e em qualquer país hoje em dia não são boas pessoas, mas sim pessoas de bem. Hà uma diferença muito grande e o conservadorismo, ao contrário do que muitas pessoas pensa, é altamente elevado na gente de alta. errhmm quanto à sondagem depende, em casa, em casa de um amigo ou amiga, no trabalho às vezes(com muito cuidado ... lol), em cybercafés... Sei cá.... não tenho preconceitos ou receios em utilizar onde quer que seja.
abaixo a lili Caneças em 12 Out 2005 21:57 A tia Lili defendeu com argumentos do mais homofóbico possóvel que é contar a adopção de crianças por homossexuais! Um dos argumentos foi q uma criança só é educada convenientemente quando tem "ma mãe e um pai" - dando-se a ela própria como exemplo de que só é feliz porque foi educada por um pai e uma mãe! Triste exemplo, diga-se de passagem , ou esquece-se atia Lili do que já teve que p+assar na vidapara manter a fachada de "mulher feliz". Segundo, a tia lili desconhece que milh~e e milhões de sres humanos cresceram sem ter pai, mãe ou ambos! E está mais que provado que se tornaram em seres humanos condígnos. Infelizemnet existem n casoa contrários seres humanos que cresceram com um pai, com uma mãe ou com ambos e tornaram-se seres infelizes no mais lato sentido da palvra! sr pai e ser mãe nada tem aver com figura maternal ou paternal. A tia e outros tantos milhares de gente desconhece evidências científicas de que a figura do pai não tem que ser necessariamente do sexo masculino assim como a da ma~e n tem que ser necessariamente do sexo feminino! O que conta para que a crinaç tenha um desenvolvimento "saudável e harmonioso" é de facto as figuras maternais e paternais que podem ser obviamnete desmpenhadas por dois homens, dua smulheres ou um homem e uma mulher, ou só um home ou só uma mulher. A todas as tias lilis caneças apelo para que admitam a sua ignorancia e se remetam ao silêncio. Uma coisa é ganhar dinheiro! outra coisa é atacar direitos e devres de pessoas 8neste caso homossexuais) do modo mais atroz possível! Mas, o que magoa nisto tudo é que o povinho dá mais importancia a que uma tia lili diga doque a cientistas, técnios, especialistas na matéria que, sem preconceitos, mostram que uma criança dev e e pode ser adoptada por quem tiver a competencia de o fazer, pouco importando se são honmossexuais, heterossexuais ou ... seja lá o que for. Abaixo a titi LIli Caneças que sobrevive em grande poarte à boa vonatde de muitos homossedxuaIS QUE LHE ABRIRAM AS PORTAS PARA O BEM E PARA O MAL: o FÚTIL
Qual a sua opinião sobre o programa de TV Esquadrão G (Queer Eye For a Straight Guy)? 5 a 11 Out 2005
isto já enjoa em 11 Out 2005 21:30 Citando : "se tivesse amigos homossexuais " normais ", de certeza que não diria esta barbaridade". Pois... Se calhar a razão pela kal a sra. não tem amigos homossexuais "normais" é pk estes normalmente fazem como os Paulos Portas desta vida. Ou seja nunca se assumem, às vezes arranjam casamentos hetero (de fachada...) e depois vão ao Parque Eduardo VII dar largas aos seus apetites, fazendo, simultaneamente, td o k podem e não podem para boicotar td akilo k os homossexuais "anormais" fazem em prol da visibilidade/integração dos gays. Outra razão pela kal a Sra. D. Caneças não tem amigos homossexuais “normais” é pk estes “ homos normais” estão bem cientes k mal assumam publicamente o k são, as mesma pessoas k sempre os consideraram “normais” e nunca viram nada de “eskisito” neles, passam a ver-lhes tikes bichérrimos e outras coisas k tais. Enfim... Pobre Esq. G. Já não lhes basta terem k aturar com os homofóbicos e queerfóbicos heteros, tb. têm k aguentar com os homofóbicos e queerfóbicos gays. Como diria o outro: DOSE PRA LEÃO !!!
Anónimo em 11 Out 2005 17:45 Faço minhas as palavras do comentador anterior..." Tristeza "... Aliás, é por causa destes esteriótipos bichérrimos..que começa a debater-se a questão das adopções de crianças por casais homossexuais, e que começam-se a ouvir os piores comentários da Sociedade. Or seja, hoje ouvi a Lili Caneças dizer no programa da TVI da manhã, que é contra a adopção, porque ela é hoje muito feliz devido a ter tido uma Mãe e um Pai na sua educação. Isto é o ridículo dos ridículos, mas infelizmente gentinha como essa senhora existe neste País aos montes. Nota..ela é rodeada de amigos bichas..daí é natural ela ter esta posição..se tivesse amigos homossexuais " normais ", de certeza que não diria esta barbaridade. Em pelno ano 2005, confunde-se amor, afectos com dogmas sociais. Zé
nocoment em 10 Out 2005 23:59 Uma tristeza em todos os sentidos! Tristeza para a programçaõ televisiva que cada vez é mais pobre e alimenta em proporção a alienação geral de q a vida é um mar de rosas komo se a crise em k o páis está mergulhado n existisse e tudo passasse por um toque de fadas ... pobreza para os homossexuais que uma vez mais se veem conctados com esteriotipos brulescos, imbecis e fúteis ..pobreza e mais pobreza
Já que estamos num site gay, gostaria de falar (e finalmente que o faço) sobre uma certa pessoa de nome Castelo Branco. Tenho visto os programas em que essa "coisa" entre e sinceramente, por muito bonzinho que eu queira ser, fico com os cabelos em pé. è que ele é completamente ridículo e acho até, que seria necessário e urgente que ele procurasse um psiquiatra para tentar ver se o ajudava. è que aquela criatura não tem identidade sequer. Olho pra ele e o que vejo?
Um homem? - Nada que se pareça;
Uma mulher? Coitadas das mulheres não deviam sequer gostar dele;
Um gay? Santo Deus, como é que um comum espectador fica ao pensar que se calhar todos os gays são assim;
Um travesti? Não. Um travesti é uma pessoa normal que apenas gosta de se vestir de mulher.
Afinal o que é que esse "menino" é para além de uma cobra venenosa?
Se alguém me puder ajudar, agradecia.
Sérgio
Resposta
Difícil ajudá-lo pois não poderia ter definido melhor a personagem, mas tem que ter em conta que quem lhe dá audiência são os milhares ou milhões de pessoas que o vêem, e o aparelho de Marketing da TVI, logo o melhor é ignorar, porque falar dele dá-lhe mais razão de existir.
Casamento Civil para todas as Famílias (hetero, gays, les, trans)
Portugal é, neste momento, o único país da Europa cuja Constituição proíbe explicitamente a discriminação com base na orientação sexual. No entanto, essa discriminação continua a existir na lei uma vez que o casamento civil continua a não ser permitido para casais de gays ou de lésbicas.
Porque é fundamental acabar com esta discriminação a Associação ILGA Portugal lançou uma petição que promove a revisão do Código Civil português para que casais de pessoas do mesmo sexo possam ter acesso ao casamento civil.
O PortugalGay.PT junta-se a esta iniciativa com a criação do site www.casamentocivil.org que tem como objectivo recolher pelo menos 4000 assinaturas de forma a garantir a sua apreciação em Plenário da Assembleia da República.
A entrega desta petição ao Presidente da AR está prevista para Novembro deste ano, aquando da realização do “Fórum do Casamento entre pessoas do mesmo sexo”, fórum este em que se abordarão as eventuais implicações jurídicas, sociais e políticas do acesso ao casamento civil por casais de gays ou de lésbicas.
em abril de 2001 comprei a minha casa só ficou em meu nome, em dezembro do mesmo ano comecei a viver em união de facto. a minha pergunta é se me quiser separar tenho de idemenizá-lo pelas prestações da casa já pagas pelos dois? tenho de lhe dar metade do valor das prestaçoes já pagas por ele? posso vender a minha casa sem ter de pedir consentimento a ele?
Resposta:
Para todos os efeitos legais o seu companheiro não tem qualquer direito sobre a casa (estando você vivo) uma vez que o contrato de compra foi feito em seu nome.
Os pagamentos que ele cooperou podem ser encarados como uma renda. Se ele tivesse alugado um apartamento, teria de pagar a renda. Como estava consigo estava de certa forma a pagar a renda de ocupação de usufruto parcial do imóvel.
Agora sobre o aspecto moral - um vez que você quer se separar - e tenciona manter a sua casa, apenas e só por uma questão de moralidade, poderá compensá-lo pela colaboração dele, mas apenas e só por você quer assim e não porque seja obrigado (tal como acontece quando se termina de forma unilateral um contrato de arrendamento).
Quanto a querer vender o seu imóvel, pode faze-lo sempre que queira sem ter que dar satisfações a ninguém excepto, quanto muito, ao banco que lhe fez o empréstimo.
Seria por favor possível informarem-me quais os países em todo o mundo onde são permitidos os casamentos entre pessoas do mesmo sexo? Gostaria ainda de saber se dois cidadãos portugueses poderão casar nesses países e se esse casamento seria válido em Portugal em termos legais.
Fico a aguardar a vossa resposta. Desde já muito obrigado.
utilizador devidamente identificado
Resposta:
O Casamento Civil entre pessoas do mesmo sexo pode ser realizado em:
Holanda Bélgica Espanha Canadá Estado de Massachusetts (E.U.A.)
O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo não é reconhecido em Portugal e não tem efeitos legais no território nacional.
Os requisitos de nacionalidade variam de país para país. De seguida apresentamos a informação que dispomos (que pode estar desactualizada ou incompleta):
Cidade de Amsterdão, Holanda
É necessário que as duas pessoas que querem casar sejam residentes na cidade durante 6 meses.
Espanha
É necessário que pelo menos uma das pessoas que se quer casar tenha nacionalidade espanhola. No caso de Portugueses a nacionalidade espanhola é concedida passado dois anos de residência no país.
Sou professor do ensino secundario em Portugal e pertenço, por isso, aos quadros do Ministério da Educação. Coabito há pouco mais de um ano com o meu companheiro, situação que podecomprovar-se com os diferentes docs emitidos pelas finanças, Seg Soc, Reg civil, etc.
O que pergunto é: o meu companheiro, que está desempregado, pode beneficiar do meu regime de segurança social (ADSE)?
Que outros direitos tem ele, como meu companheiro?
Que direitos e deveres tenho eu, como funcionário público, enquanto seu companheiro?
Obrigado pela informaçao k possam disponibilizar. Cumprimentos.
Resposta:
A União de Facto não é válida para efeitos de ADSE. No regulamento da mesma é explícito que apenas as pessoas casadas tem acesso como familiares aos benefícios da ADSE.
No entanto a União de Facto é válida para efeitos de Regimes Complementares de Segurança Social em que a lei especifica que tem acesso como falimiares as pessoas casadas ou equiparadas. Não no caso da ADSE (que não se enquadra nesta categoria) mas sim no caso de outros regimes como os dos militares, bancários, funcionários judiciais, etc.
Para saber outras situações em que a União de Facto é aplicável em geral consulte a lei respectiva.