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1996-2008: 12 anos PortugalGay.PT
Sondagem da Semana: 7 a 13 Jan 2009 - Em sua opinião qual foi o acontecimento LGBT de 2008 em Portugal?
Índice
29/11/2008 14:53

 

Associação ILGA Portugal contrata


Colaborador/a do Centro de Documentação da Associação ILGA Portugal
 
Fundada em 1996, a Associação ILGA Portugal é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sob a forma de Associação de Solidariedade Social, que tem por objectivos a integração social da população lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT), a luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género e a promoção da cidadania, dos Direitos Humanos e da igualdade de género.

A Associação ILGA Portugal tem ao longo dos anos desenvolvido inúmeros projectos numa base de voluntariado, entre os quais a dinamização do Centro LGBT, onde funciona o Centro de Documentação Gonçalo Diniz que é o único Centro de Documentação LGBT do país.

Função

Colaborador/a do Centro de Documentação Gonçalo Diniz, no Centro LGBT da Associação ILGA Portugal, por um período de 23 meses

- Assegurar o funcionamento do Centro de Documentação

- Assegurar a digitalização, armazenamento e colocação online da documentação

Perfil d@ Candidat@

- Identificar-se com a missão da Associação ILGA Portugal
- Excelentes conhecimentos informáticos
- Bom nível de compreensão inglês escrito

Dá-se preferência a

- Experiência prévia em trabalho associativo

Oferta

- Início da função em Janeiro de 2009

- Part Time (horário a combinar)

- EUR 531 Bruto/Mês + subsídio de refeição (aproximadamente EUR 74/Mês)

Candidaturas

As candidaturas deverão ser enviadas até 12 de Dezembro por correio electrónico para ilga-portugal@ilga.org ou por correio postal para a Rua de S. Lázaro, nº 88, 1150-333 Lisboa - com indicação da função a que se candidata, deverão fazer-se acompanhar por CV, Carta de Apresentação e deverão ser disponibilizadas duas ou três referências de anteriores projectos académicos/profissionais.

A Associação ILGA Portugal não discrimina em função da orientação sexual,da identidade de género, ou de qualquer critério.



Coordenador/a do Centro LGBT da Associação ILGA Portugal

Fundada em 1996, a Associação ILGA Portugal é uma Instituição Particular de Solidariedade Social, sob a forma de Associação de Solidariedade Social, que tem por objectivos a integração social da população lésbica, gay, bissexual e transgénero (LGBT), a luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género e a promoção da cidadania, dos Direitos Humanos e da igualdade de género.

A Associação ILGA Portugal tem ao longo dos anos desenvolvido inúmeros projectos numa base de voluntariado, entre os quais a dinamização do Centro LGBT. O Centro LGBT é um espaço aberto a tod@s, a partir do qual a Associação e outros grupos têm desenvolvido as suas intervenções nos âmbitos cultural, social e político.

Função

Coordenador/a do Centro LGBT por um período de 23 meses, eventualmente renovável

- Assegurar a gestão quotidiana do Centro e dos seus serviços permanentes
- Dinamizar novas actividades a realizar no Centro LGBT
- Apoiar a Direcção da Associação ILGA Portugal nomeadamente em iniciativas de âmbito social e político

Perfil d@ Candidat@

- Identificar-se com a missão da Associação ILGA Portugal

- Ser criativ@, autónom@, dinâmic@ e pro-activ@

- Boa capacidade de relacionamento inter-pessoal

- Conhecimentos de Internet, Office e outro software comum a nível do utilizador

Dá-se preferência a

- Experiência prévia em trabalho associativo, nomeadamente, em questões de Direitos Humanos

- Inglês fluente, escrito e falado

Oferta

- Início da função em Janeiro de 2009

- Full time (horário a combinar)

- EUR 909 Bruto/Mês (14 meses por ano) + subsídio de refeição (aproximadamente EUR 74/Mês)
- Participação em projectos aliciantes e motivadores

Candidaturas

As candidaturas deverão ser enviadas até 12 de Dezembro por correio electrónico para ilga-portugal@ilga.org ou por correio postal para a Rua de S. Lázaro, nº 88, 1150-333 Lisboa - e deverão fazer-se acompanhar por CV até duas páginas, Carta de Apresentação (especificando a experiência prévia no trabalho associativo) e deverão ser disponibilizadas duas ou três referências de anteriores projectos profissionais.

A Associação ILGA Portugal não discrimina em função da orientação sexual, da identidade de género ou de qualquer outro critério.



Associação ILGA PORTUGAL
Email:
ilga-portugal@ilga.org
http://www.ilga-portugal.pt/
Rua de S. Lázaro, 88
1150-333 Lisboa
Metro: Martim Moniz
Autocarro: 790
Telefone: 218 873 918 | 969 367 005
Fax: 218 873 922

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# publicado por portugalgay | |
07/11/2008 16:29

 

Transfofa - Mudar de sexo é grátis


Ainda há bem pouco tempo, escrevi um post sobre a maneira como os media amiúdas vezes falam/escrevem sobre transexualidade.

Bem pouco tempo depois, saíu uma reportagem no jornal 24 horas, um artigo que supostamente deveria ser centrado na cirurgia que uma transexual, a “primeira cantora transexual portuguesa” estava em vias de fazer.

A reportagem em si até nem estava mal, embora relegasse a transexual para segundo plano, remetendo-a para uma caixinha. Mas, se calhar numa tentativa de chocar muita gente e criar mais uma polémica, o título da dita reportagem era: “Serviço Nacional de Saúde comparicipa a 100 por cento das cirurgias - Mudar de sexo é grátis”.

Como seria de prever, a toda a gente que por várias razões necessita de ser operada e tem de pagar porque o estado não as comparticipa totalmente, esta notícia caiu muito mal. Claro que na sua mais que justa indignação, muitas vezes fruto de um total desconhecimento destas matérias, as pessoas têm tendência de passar ao lado do verdadeiro cerne da questão, subliminarmente influenciadas por títulos manipulados como neste caso.

E porque analiso eu as coisas desta maneira? Porque, e claro que isto não foi mencionado de forma nenhuma, o verdadeiro escândalo não é existirem cirurgias totalmente comparticipadas pelo estado, mas sim haverem cirurgias que não são totalmente comparticipadas. Isto é que é escandaloso num estado que apregoa que a saúde é um direito.

Ou seja, a mensagem subliminar consiste em fazer passar uma imagem de uma espécie de favoritismo em relação a uma classe (que por sinal até é bem conhecida por ser das que mais discriminação sofre quer a nível social quer a nível laboral) em detrimento de outras mais aceitáveis socialmente. Portanto, continuando a lógica subjacente (mas nunca explícita) deve-se cortar essa comparticipação total, nivelando toda a gente a uma suposta “igualdade”.

Este argumento cai logo pela base quando se pensa qual a igualdade entre um trabalhador que tenha de pagar, por exemplo, 5000€ por uma cirurgia e que ganhe o ordenado mínimo, comparando por exemplo, com um gestor de um banco que ganha muitos ordenados mínimos por mês.

Também é falso o argumento quando se pensa que a solução social para muita coisa será, não o descer o nível de quem vive melhor, mas sim subir o nível de quem vive pior. Ou seja, não é por causa de “uns” terem direito a certas coisas que “outros” não têm, que se deve cortar o direito a essas coisas, mas sim, alargar esse direito aos que não o têm. Muitos regimes ditos comunistas o fizeram, nivelando tudo por baixo, quando deviam era ter elevado os mais baixos,
como bem se sabe.

Está-se assim perante uma descarada tentativa de manipulação da opinião pública, escamoteando a verdadeira questão, fazendo parecer favorecida toda uma comunidade que como se sabe é na realidade das mais desfavorecidas.

Em seguimento, saiu uma outra peça na RTP1 de hoje, com o seguinte título: “Antigo membro dos Onda Choc submete-se a mudança de sexo”. No pouco que tem como parte escrita, começa logo com um total desrespeito à pessoa transexual feminina e que seria o tema principal da peça, mas que não é sequer mencionada, tratando-a como “O jovem de 26 anos”. No próprio dia em que essa pessoa realiza a sua CRS.

Mais uma vez, embora a peça até nem esteja nada mal (afirmações mais controversas serão da autoria das pessoas entrevistadas, como a deliciosa frase em que a homossexualidade pode ser confundida com transexualidade), se nota que o destaque dado no rodapé enquanto a peça era transmitida rezava o seguinte: “Mudança de sexo – cirurgia 100% comparticipada pelo Serviço Nacional de Saúde”. Pergunta: isto não faz lembrar nada? Mais uma vez uma tentativa de manipulação da opinião pública, mais uma vez escamoteando a verdadeira questão. Duas quase de seguida, com boas reportagens, mas com títulos ou rodapés tendenciosos da opinião pública. Será coincidência?

E ainda não se viu uma reportagem sobre o porquê, por exemplo, de ainda estar uma avaliação psicológica/psiquiátrica há seis anos à espera de vir de Coimbra para Lisboa. Nem se viu uma reportagem sobre os porquês da necessidade de uma lei de identidade de género em Portugal.

Curioso como a balança tem tendência de tombar sempre (ou quase) para um lado...

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# publicado por portugalgay | |
01/11/2008 01:27

 

Nota da ABGLT (Brasil) sobre a exclusão de homossexuais do sacerdote católico


A Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entidade de abrangência nacional que congrega 203 organizações congêneres, e cuja missão é promover a cidadania e defender os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, contribuindo para a construção de uma democracia sem quaisquer formas de discriminação, afirmando a livre orientação sexual e identidades de gênero, vem a público expressar indignação diante da atitude discriminatória do Vaticano em avaliar candidatos ao sacerdote por meio de exame psicológico, com rejeição daqueles que tal análise considerar serem homossexuais.

 

A ABLGT lamenta que, no ano em que a Declaração Universal dos Direitos Humanos completa 60 anos, o Vaticano possa adotar uma prática flagrante de discriminação desta natureza. Citamos: “Artigo I: Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos. São dotadas de razão  e consciência e devem agir em relação umas às outras com espírito de fraternidade. Artigo II: Toda pessoa tem capacidade para gozar os direitos e as liberdades estabelecidos nesta Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou de outra natureza, origem nacional ou social, riqueza, nascimento, ou qualquer outra condição.”

 

Em dezembro de 2007, o Arcebispo italiano Silvano Tomassi, representando o Vaticano em sessão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, afirmou que os direitos básicos de cada ser humano “não estão sujeitos aos altos e baixos históricos ou interpretações de conveniências” e que a dignidade humana “transcende qualquer diferença religiosa, política ou cultural”, unindo todas as pessoas “numa única família”.

(Fonte: http://www.teologiafeevida.com.br/modules/news/article.php?storyid=83)

 

Ora, há uma nítida contradição no discurso do Vaticano, que por um lado prega o respeito aos direitos humanos e afirma que todas as pessoas fazem parte de “uma única família”, ao mesmo tempo em que exclui os homossexuais de seus quadros. Materializou-se a situação prevista por George Orwell, em sua sátira A Revolução dos Bichos [Triunfo dos Porcos*]: “todos os animais são iguais, mais alguns são mais iguais do que outros”.

 

A competência, ou “rigidez de caráter”, de um sacerdote independe de sua orientação sexual, assim como a prática da pedofilia não é exclusiva aos homossexuais. Estudos demonstram que a pedofilia é praticada contra crianças de ambos os sexos, majoritariamente por homens heterossexuais, muitas vezes o pai ou parente próximo da vítima. É improvável que a medida tomada pelo Vaticano resulte na almejada diminuição dos casos de pedofilia praticados por seus sacerdotes. A ABGLT condena a pedofilia e,  conforme disposições de seu estatuto e as resoluções do seu I Congresso, não aceita a afiliação de organizações que promovem a pedofilia.

Para a ABGLT, a atitude do Vaticano não é atitude cristã, é uma atitude discriminatória, ou seja, anti-cristã. Trata-se de martirizar pessoas que apresentam essa diferença em relação à maioria, demonizando-as. Trata-se de manter a discriminação, aquela que a Igreja diz combater.

A ABGLT já solicitou ao Conselho Federal de Psicologia que se pronuncie sobre esse acinte à cidadania da comunidade de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais,  tendo em vista que em 1999 o Conselho publicou a Resolução 001/99 que diz que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão” e que “os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas”. O Conselho deverá se pronunciar dentro de uma semana.

 

Na semana que vem, será realizada a XXIV Conferência Mundial da Associação Internacional de Lésbicas e Gays (ILGA), em Viena, Áustria. O evento reunirá delegados de organizações LGBT do mundo inteiro e a delegação brasileira solicitará a emissão de uma nota de repúdio ao Vaticano em nome da comunidade internacional LGBT.

 

Toni Reis

Presidente da ABGLT


*nota PortugalGay.PT

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